
Nos dias 18 e 19 de junho, o projeto europeu RETROTRAFO reuniu-se em Santander para a Project Meeting e a Mid-term Review Meeting, organizadas pelo grupo de investigação GITEP da Universidade da Cantábria, coordenador do projeto. A Sea Marconi participa como parceira industrial — e em Santander teve um papel de destaque.
O projeto
O RETROTRAFO é financiado pela União Europeia no âmbito do programa Horizon Europe – Ações Marie Sk?odowska-Curie Staff Exchanges (Grant Agreement n.º 101182948). O consórcio reúne 28 parceiros de 17 países: universidades, centros de investigação, fabricantes de transformadores, utilities, empresas de diagnóstico e especialistas em fluidos isolantes.
O objetivo é desenvolver conhecimento e tecnologia para o retrofilling de transformadores de potência com fluidos dielétricos biodegradáveis e regenerados: substituir o óleo mineral em transformadores em serviço há anos por alternativas mais sustentáveis, verificando que possam continuar a operar com segurança e eficiência. Um caminho que se insere na economia circular, reduzindo o impacto ambiental e reforçando a resiliência das redes energéticas.
O projeto dá continuidade e amplia o trabalho iniciado com o BIOTRAFO (Horizon 2020 MSCA-RISE, 2019–2021), também coordenado pela Universidade da Cantábria, que lançou as bases científicas para o uso de fluidos éster em transformadores de potência. A Sea Marconi também foi parceira do consórcio no BIOTRAFO.
O contributo da Sea Marconi
No dia 18 de junho, a Sea Marconi apresentou um caso prático sobre o retrofilling de um transformador de potência (de forno) com fluidos éster, em continuidade com o know-how já desenvolvido no BIOTRAFO.
No dia 19 de junho, na Plenary Meeting, a Sea Marconi (Vander Tumiatti) apresentou ainda ao coordenador do projeto uma proposta de alteração ao título alargado do RETROTRAFO, para estender o seu âmbito de aplicação também a ativos de elevada criticidade, como os data centers de IA. O título proposto:
“Development of knowledge and technology to implement retrofilling in power transformers using biodegradable or recycled fluids and fostering circular economy for sustainable equipment and resilient assets such as AI data centers”
Na base da proposta está uma mudança tecnológica profunda: os data centers de nova geração estão a adotar tecnologias de arrefecimento direto dos processadores por imersão em fluidos isolantes, para gerir densidades de potência “hyper” — as projeções do setor indicam que os racks poderão ultrapassar 1 MW de potência cada um em 2027-2028, face aos atuais 120-150 kW dos racks de IA mais avançados. É um mercado em forte crescimento, com estimativas agregadas de vários analistas (McKinsey, JPMorgan, Goldman Sachs) que situam os investimentos CAPEX entre 5.000 e 7.500 mil milhões de dólares no horizonte 2030-2032, dos quais só o segmento de arrefecimento representará cerca de 15-20%.
Para a Sea Marconi, que conta com 58 anos de experiência global, este cenário representa simultaneamente um desafio tecnológico de dimensão internacional e uma oportunidade concreta: aplicar a um novo domínio de aplicação as suas competências de diagnóstico, prognóstico e tratamento específico de fluidos, com a abordagem de asset e risk management que sempre caracterizou o trabalho da empresa.
Mais informações sobre o projeto: retrotrafo.unican.es





